Tudo estava em paz naquela floresta onde vivia Flor, uma cigarra esperta e divertida com uma voz melodiosa e um canto que se distinguia de todos os outros e que era, por isso, conhecida como La Flor “Callas”. Além de cantora, era exímia contadora de histórias, a maioria saída da sua prodigiosa imaginação. No entanto, a história da sua amizade com Joana, uma formiga que tinha um sonho e queria descobrir o que se passava para além da sua colónia, essa, era mesmo verdadeira.
Fora um acaso que as juntara num dia de chuva. Depois de uma longa conversa, Flor apercebeu-se de que Joana tinha um sonho impossível: cantar. Vendo-a triste e desanimada, Flor prometeu ajudá-la.
Em troca, Joana, que tinha gosto pela escrita, prometeu escrever novas canções para Flor, já que ninguém na floresta aguentava mais as suas velhas músicas.
Será que mesmo os sonhos mais difíceis se conseguem realizar, com imaginação, esforço e perseverança?
O Rui nasceu à beira do rio Douro, num tempo em que apenas duas pontes o abraçavam. Foi nas páginas de banda desenhada dos jornais e nas visitas à biblioteca itinerante da Gulbenkian, que chegava a Penafiel nos anos 60, que descobriu o encanto da leitura. O gosto pela escrita veio com a vontade de guardar memórias, e no seu segundo dia como professor percebeu que tinha encontrado a profissão que queria para toda a vida. Ao longo dos anos, viajou, ensinou, plantou árvores, escreveu muitos textos e construiu uma família. Ainda não tinha publicado um livro… até agora. É portuense, tem 71 anos, e é cidadão de um mundo plantado à beira-rio e cheio de histórias por contar.