É uma obra mágica e comovente que, através de metáforas ricas e personagens encantadoras, fala sobre aceitação, identidade e reconciliação com as próprias sombras. Com um enredo que se vai desenvolvendo e captando a nossa atenção desde o início. Um encontro mágico entre as emoções e a necessidade de integração e pertença a uma comunidade. Com o recurso à imaginação, as criaturas dão vida a sentimentos humanos, onde as dicotomias se aproximam numa dança final. Nesta ilha, a empatia e a amizade unem-se para que seja possível a convivência em sociedade. Só podemos sentir-nos livres se formos aceites tal como somos.
Finalmente, aborda o crescimento e a evolução, no sentido de se procurar a melhor versão de cada um. Que esta leitura traga reflexões na busca de um maior entendimento sobre o mundo e os outros… Que no fundo, são reflexos de nós próprios.
Nascida em Trancoso, onde viveu até a adolescência, Patrícia Guerra Azevedo mudou-se para Casal de Cambra (Sintra), estudou em Caneças (Escola Secundária) e em Alfama (Universidade ISPA). Inicia o seu percurso profissional na área social como psicóloga. Casou, foi mãe e exerceu funções como Diretora Técnica numa ULDM da SCM Sernancelhe. Fez mestrado em Gestão de Organizações Sociais na ESTGL. Ingressou numa equipa de apoio psicossocial da Fundação LaCaixa na ULS Guarda. O gosto pela escrita vem de herança do pai, deixou-lhe cartas e um diário, que são a sua inspiração. A autora reside em Sernancelhe, terra de Aquilino Ribeiro, Abade Vasco Moreira e João Rodrigues. A necessidade de escrever corre-lhe no sangue e na calçada que habita. É mais do que costume, é uma forma de vida.